LEONARDO SCHIOCCHET

    Antropolitica

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    Schiocchet, L. 2014. Palestinidade: Resistência, Tempo e Ritual no Campo de Refugiados Palestino al-Jalil, Líbano. Antropolítica No. 35 (DOSSIÊ: Exílios: Etnografias de campos de Refugiados Palestinos no Líbano), pp. 77-99.

    Language of publication: Portuguese.

    Este artigo discute a ritualização da vida cotidiana em al-Jalil, um campo de refugiados palestinos no Líbano. Ele argumenta que o ambiente do campo tem levado a uma ressignificação coletiva dos eventos que levaram ao deslocamento e à expropriação dos refugiados, e a uma hiperexpressão de Palestinidade no cotidiano, gerando o que eu chamo de “tempo ritual”. Esforçando-se para dar sentido à vida diária num exílio que já dura mais de 65 anos, gerações de palestinos têm inscrito o cotidiano em uma esfera de luta, transformando a existência em resistência. O termo árabe que melhor capta esse processo é al-Sumud (resistência) e, embora secular em seu principal uso palestino, implicou numa sacralização da noção polifônica “da causa palestina”, a qual, por sua vez, é incorporada em grande parte vida cotidiana. A experiência do tempo no campo lembra fortemente os eventos que levaram à desapropriação palestina e a um retorno utópico, que por sua vez reforça o tempo ritual.

    Palavras-chave: refugiados palestinos; tempo, causa palestina, expressão de identidade, resistência, ritualização, sacralização

    Verlag der Österreichischen Akademie der Wissenschaften
    Austrian Academy of Sciences Press
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    Leonardo Schiocchet - Antropolitica, pp. , 2016/05/18

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    Schiocchet, L. 2014. Palestinidade: Resistência, Tempo e Ritual no Campo de Refugiados Palestino al-Jalil, Líbano. Antropolítica No. 35 (DOSSIÊ: Exílios: Etnografias de campos de Refugiados Palestinos no Líbano), pp. 77-99.

    Language of publication: Portuguese.

    Este artigo discute a ritualização da vida cotidiana em al-Jalil, um campo de refugiados palestinos no Líbano. Ele argumenta que o ambiente do campo tem levado a uma ressignificação coletiva dos eventos que levaram ao deslocamento e à expropriação dos refugiados, e a uma hiperexpressão de Palestinidade no cotidiano, gerando o que eu chamo de “tempo ritual”. Esforçando-se para dar sentido à vida diária num exílio que já dura mais de 65 anos, gerações de palestinos têm inscrito o cotidiano em uma esfera de luta, transformando a existência em resistência. O termo árabe que melhor capta esse processo é al-Sumud (resistência) e, embora secular em seu principal uso palestino, implicou numa sacralização da noção polifônica “da causa palestina”, a qual, por sua vez, é incorporada em grande parte vida cotidiana. A experiência do tempo no campo lembra fortemente os eventos que levaram à desapropriação palestina e a um retorno utópico, que por sua vez reforça o tempo ritual.

    Palavras-chave: refugiados palestinos; tempo, causa palestina, expressão de identidade, resistência, ritualização, sacralização